A pergunta chega quase todo dia: “devo anunciar no Google ou no Instagram?”. A resposta honesta é: depende do que você vende e de quão pronto o seu cliente está para comprar. As duas plataformas são ótimas, mas resolvem problemas diferentes.
Google Ads captura demanda que já existe. Quando alguém digita “conserto de ar condicionado urgente”, essa pessoa não precisa ser convencida — ela precisa achar alguém competente rápido. Se o seu serviço é resolvido por busca ativa (emergências, serviços locais, produtos específicos, B2B), começar pelo Google costuma trazer retorno mais rápido.
Meta Ads (Instagram e Facebook) cria demanda. Ninguém abre o Instagram procurando comprar cadeira de escritório, mas se um anúncio bem produzido mostrar o produto certo no momento certo, o desejo aparece. Se o seu produto depende de imagem, estilo, aspiração ou impulso, Meta tende a performar melhor.
Existe também a questão do ticket. Produtos de decisão rápida e baixo valor (delivery, cosméticos, moda) casam bem com Meta. Serviços de decisão longa e alto valor (advocacia, clínicas, consultorias) geralmente performam melhor com Google, porque a intenção do clique já é qualificada.
O erro mais comum é diluir. Empresa pequena com R$ 1.500 de mídia rodando em quatro plataformas ao mesmo tempo não aprende nada em lugar nenhum. É melhor concentrar em um canal, otimizar por 60 a 90 dias, entender custo por lead real e só então expandir.
Na prática, o mais saudável é começar pelo canal onde o cliente do seu segmento já está pronto para agir, provar o ROI, e depois usar o segundo canal para escalar. Marketing sério não é escolher plataforma por moda, é seguir o comportamento do seu cliente.